Acredite: Isso vai te “IMPACTAR”!


Texto escrito por Flávia Gonferr esclarecendo sobre as atividades de alto e baixo impacto.


O “impacto” é uma grandeza física, definida como uma colisão/ch0oque de um objeto sobre algo. Para que ele ocorra é necessário que aconteça uma série de variáveis: velocidade, força, tempo, aceleração ou massa e a ação da gravidade.


Falando em atividade física, outras variáveis também interferem nas consequências geradas pelo famoso e temido impacto. A sua postura é um dos principais fatores: valgismo, pisada pronada ou supinada, rotação de quadril, eversão e por aí vai! Da mesma, forma, o tênis adequado e a superfície utilizada para a prática (água, areia, terra, asfalto), sobrepeso, tudo isso influencia na mensuração do “estresse biomecânico”.


Mas, afinal: que p#rra é essa?


Hoje em dia, no que tange a atividade física, a palavra “impacto” denota algo agressivo e lesivo, mas como definido acima, trata-se de uma grandeza da física, podendo ser inclusive mensurada e controlada. Sendo assim, as perguntas certas a se fazer são: quanto de impacto é permitido e quanto não é? Quanto impacto o nosso corpo suporta?


Eis uma verdade difícil de engolir. Não é o seu tênis com um sistema avançado de amortecimento, nem as roupas de compressão que vão resolver o problema: o seu corpo quem deve absorver todo e qualquer impacto.


“Ajustes biomecânicos”


É através do sistema musculoesquelético (músculos e ossos) que nos sustentamos de pé, bem como, através das nossas articulações que é possível nos movimentar. Só que as articulações, também funcionam como nosso sistema de amortecimento e são elas quem mais sofrem com as consequências do impacto.


É impossível falar de absorção de impacto pelas articulações, sem falarmos de postura e de ajustes posturais (ou biomecânicos. O conceito de postura é “o modo como se manter o corpo ou de compor os seus movimentos”. Parado ou em movimento, o corpo mantém sua postura pela ação dinâmica de forças aplicadas sobre ossos e músculos. A postura ideal é aquela onde essas forças sustentam e conduzem o corpo sem sobrecargas, com a máxima eficiência e o mínimo de esforço.


Culpa da coluna! – foi o que você pensou, mas a culpa toda é do pé! “Tá passada?”


O pé é o órgão determinante. Sem bons apoios dos pés no chão, não há estabilidade estática – ficar de pé. O pé se equilibra e se adapta sobre o chão; a perna, sobre o pé; a coxa, sobre a perna; a bacia (cintura pélvica) sobre os membros inferiores; a coluna lombar (olha só que horas ela aparece na história) sobre a bacia; a coluna dorsal sobre a lombar, sendo o objetivo no final desse equilíbrio, a boa posição do centro de gravidade acima da base de sustentação, traduzindo: ficar de pé e com elegância.


Quando qualquer um dos conjuntos supracitados não funciona como deveria, ocorre um desarranjo na biomecânica e isso pode impor maior sobrecarga nas articulações e nos músculos.


- o que causa uma má postura

Neste momento eu tenho certeza que você deu aquela ajeitada na cadeira, mas não é essa a causa.


Tirando disfunções genéticas, a causa da má postura é o desequilíbrio dos conjuntos musculares. Em linhas simples: falta de força muscular e flexibilidade.


O músculo fraco não sustenta nada! É a cabeça em cima do pescoço, em cima do ombro, em cima do abdômen, em cima dos membros inferiores e a força da gravidade puxando tudo para baixo. E então, a gente vai se curvando, porque desde os pés, não há força muscular suficiente para manter o esqueleto “aprumado” do jeito que ele deve ficar.


A falta de flexibilidade leva ao encurtamento muscular que prejudica a mobilidade e contribui para os desvios posturais. Neste caso, as fibras musculares vão se aproximando e perdendo a elasticidade. Um músculo vai ficando mais alongado que o outro e o seu corpo se acostumando a posições que não são naturais.


- melhorando a postura

A gente não quer só ficar de pé, queremos ser elegantes: ombros encaixados, abdômen contraído, passada com os pés alinhados ao quadril!


Então vou fazer exercícios resistidos e alongamento. Tudo resolvido!


Não é bem assim.


Como já dito, o corpo é continuamente atraído pela gravidade e, para que ele possa se sustentar em qualquer postura, é necessária uma força antigravitacional, feita pelos músculos. A resultante dessas duas forças opostas chama-se “centro de gravidade corporal”. Posturas inadequadas deslocam o centro de gravidade e representam sobrecarga muscular.


O nosso centro de gravidade corporal e o local onde se inicia a maioria dos movimentos situa-se na região do tronco. Por isso quando se fala em melhorar a postura é para termos mais força para desempenhar tarefas cotidianas, a primeira medida a se tomar é fortalecer o core (complexo lombo-pélvico).


Composto por 29 músculos, o core tem como função manter o alinhamento postural e o equilíbrio postural durante as atividades funcionais diárias e nas práticas esportivas.


A segunda região mais importante quando se trata de alterações posturais é a “cintura escapular”, tendo em vista que ela recebe a maior parte da sobrecarga diária. Quando se estimula essa área adequadamente, fortalecendo seu conjunto muscular, abre-se o peitoral e os ombros ficam mais encaixados.


Perceba: se o seu core estiver fortalecido, ele sustentará melhor seus ombros e cabeça. Somando a cintura escapular também fortalecida, que puxará os ombros para trás abrindo o peitoral, sua postura será de invejar uma Miss Universo.


Sendo assim, um corpo anatomicamente equilibrado, além de mais bonito, não gera sobrecarga nem em músculos e nem em articulações.


Força para amortecer


As articulações estão localizadas nas junções entre dois ou mais ossos. Ao movimentar-se, as articulações e os músculos impedem que haja contato entre esses ossos e, caso ocorra, diminuem os possíveis prejuízos.


Os músculos que envolvem as articulações servem de apoio. Com músculos saudáveis e fortalecidos, a articulação fica mais consistente e desempenha sua função com maior eficácia.


O exercício resistido (musculação) é o mais indicado para fortalecimento muscular e deve de ser feito sempre com a orientação de um profissional especializado, pois é ele quem vai identificar suas disfunções posturais e estimular seu corpo para que ele fique sistêmico.


Atividades de alto e baixo impacto


As atividades físicas podem ser encontradas aos montes, desde aquelas com intuito mais esportivo e competitivo até aquelas que simplesmente focam em manter o corpo ativo. Cada uma delas se encontra em diferentes níveis de esforço, podendo exigir o máximo do seu praticante ou bem menos, encaradas quase como um momento de descontração e relaxamento, mas com alto grau de benefício à saúde.


A maioria das pessoas confunde baixo impacto com pouco esforço. Não tem nada a ver.


O que determina se a atividade é de alto ou baixo impacto são a variantes que vão compor a atividade física: velocidade, força, potencia, tempo e o meio utilizado para a prática. Uma pessoa de 80kg fazendo caminhada a 4km/h, tem um impacto de 1,2 vezes o peso corporal quando o calcanhar toca o chão. A cada passo o corpo recebe de volta um impacto de 96kg. Logo, o que vai definir se esta caminhada é de alto ou baixo impacto é o seu tempo de duração.


Da mesma forma, as atividades aquáticas, possui baixíssimo impacto, mas não é possível dizer que um treino de natação exige pouco esforço.


Considera-se atividades de alto impacto aquelas que envolve correr e saltar, mas não pode se resumir somente ao amortecimento da sua aterrisagem no solo ou ao seu nível de esforço durante a atividade física. O que vai determinar o grau de impacto da atividade é o seu corpo exposto a todas as variáveis.


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